Para tomar a decisão, o delegado Delano Buun estudou todas as implicações por quatro meses: “acredito que quem migra se sente alguém capaz de ser senhor do próprio destino”

Servidor Público desde 2002, o diretor de Gestão de Pessoal da Polícia Federal, delegado Delano Buun, optou por migrar do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) para o Regime de Previdência Complementar (RPC) no ano passado. Com 41 anos de idade e há 16 anos no serviço público, o participante estudou durante quatro meses sobre a decisão da migração.

A atuação na área de Recursos Humanos desde o início da carreira permitiu que Delano tivesse pleno conhecimento sobre a Lei nº 12.618, que instituiu o RPC, criando a Funpresp para os servidores públicos. “Com a lei houve uma quebra do modelo contributivo solidário em que toda a contribuição arrecadada daquele mês paga os aposentados daquele mesmo mês. Nós passamos a ter um regime de capitalização como opção”, avaliou.

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Uma das análises feitas pelo policial federal foi no âmbito geracional. Para ele, a tendência é que os policiais federais passem a ser numericamente mais representativos e que esse número se torne maioria. Com isso, passarão a eleger um maior número e representarão a cúpula da instituição. Delano conclui afirmando que, futuramente, “quem permaneceu no regime anterior vai estar inserido em institutos jurídicos antigos e remanescentes, situação nada agradável para quem pretende ter longevidade”.

Policial federal acredita na migração de regime previdenciário como melhor opção

“Acredito que quem migra se sente alguém capaz de ser senhor do próprio destino”, afirma o gestor de RH da Polícia Federal

Outro ponto levado em consideração teve natureza individual. “Eu pensei em como estava a minha disposição para me aperfeiçoar à educação financeira. Eu tenho trabalhado isso e minha curva de aprendizado, depois que me interessei sobre o tema, cresceu muito”, explica. O servidor acrescenta que passou a ter segurança para buscar alternativa de capitalização no regime previdenciário.

A decisão tomada por Delano foi divulgada entre os colegas de trabalho. Isso levou pessoas tanto da área de Recursos Humanos quanto de outras áreas da Polícia Federal a migrarem também, cerca de 170 servidores. Durante a segunda abertura de prazo, que aconteceu entre 2016 e 2018, mais de 10 mil servidores públicos optaram pela migração de regime.

“Eu estou muito satisfeito com a minha decisão. Acredito que quem migra se sente alguém capaz de ser senhor do próprio destino. Quem não migra se torna refém de um acaso que está na mão dos outros”, afirma Delano.

Migração – Em setembro deste ano o servidor ganhou novo prazo de 180 dias para fazer a opção de migração do RPPS para o RPC. A data limite é 29 de março de 2019. A mudança é feita diretamente no Sistema de Gestão de Pessoas (Sigepe), no caso dos servidores do Executivo. O formulário deve ser entregue na área de Gestão de Pessoas do órgão no qual trabalha. No caso dos servidores dos servidores do Legislativo, a solicitação é feita diretamente na área de Recursos Humanos. Clique aqui e saiba mais sobre a migração.