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A ferramenta busca desenvolver uma metodologia de gerenciamento de riscos das duas carteiras e dos quatro perfis de investimentos

Em parceria com a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (Fundep/UFMG), por meio do Departamento de Ciência da Computação, a Funpresp está desenvolvendo uma ferramenta de gestão de riscos dos portfólios e perfis de investimentos instituídos pela Fundação.

Atualmente, com as taxas de juros em patamares historicamente baixos, a busca por rentabilidades aderentes ao índice de referência dos planos de benefícios (Índice Nacional de Preços para o Consumidor Amplo/IPCA + 4% ao ano) virá acompanhada por maior exposição a risco. Com isso, a nova ferramenta busca desenvolver uma metodologia quantitativa de gerenciamento de riscos coordenados e dependentes das duas carteiras e dos quatro perfis de investimentos.

Segundo explica o professor Cristiano Arbex, que está à frente do projeto no DCC/UFMG, a ferramenta vai permitir a combinação das classes de ativos que compõem as carteiras da Funpresp para formar cada perfil de investimentos.

“Os algoritmos usados permitem comparar as propriedades estatísticas de risco e retorno de diferentes portfólios e também garantem que os limites de investimentos nas diferentes classes de ativos, definidos por regulamentações governamentais e políticas internas, sejam respeitados”, destacou o estudioso, que é PhD em matemática e especialista em otimização de portfólios em condições de incertezas.

Assim, a ideia é incorporar técnicas modernas de seleção de portfólios e gerenciamento de risco no processo de decisão relativo à montagem e avaliação de carteiras de investimentos, garantindo também o cumprimento das regulamentações externas e internas que regem a Política de Investimentos da Fundação.

Os objetivos que moldaram a construção do modelo foram os seguintes:

  1. adaptação às mudanças nos mercados;
  2. flexibilidade em relação a investimentos em diferentes classes de ativos;
  3. adequação às regulamentações aplicadas ao setor de previdência complementar privada brasileiro; e
  4. fácil operacionalização e monitoramento pela Funpresp.

A ferramenta, que já está em fase final de testes pela Funpresp, terá o objetivo de avaliar, da forma mais realista possível, investimentos hipotéticos, a fim de auxiliar a tomada de decisão da área de investimentos e a elaboração das Políticas de Investimentos dos planos administrados pela Entidade.

Investimentos – Com o objetivo de diversificar os ativos financeiros que compõem as reservas individuais dos participantes, foram implementados, em janeiro de 2020, os Perfis de Investimentos na Funpresp. Ao todo, são quatro faixas de investimentos agrupados por idade do participante, com diferentes percentuais de alocação em duas carteiras: Preservação e Performance.

As carteiras, também chamadas de portfólio ou cesta de investimentos, são conjuntos de diferentes ativos financeiros que buscam a melhor combinação entre retorno e risco. Quanto mais diversificada a carteira, maior a segurança ante as oscilações do mercado financeiro.

A carteira Preservação busca obter um rendimento mais próximo ao índice de referência dos planos, que é a inflação medida pelo IPCA + 4% ao ano. A Performance, por sua vez, tem o objetivo de obter desempenhos superiores e, consequentemente, contempla investimentos de maior risco na expectativa de obter maior rentabilidade.