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Documentos reforçam governança, transparência e a segurança dos investimentos dos recursos dos participantes

A Funpresp aprovou, no último dia 12 de dezembro de 2025, as Políticas de Investimentos (PIs) que irão orientar a aplicação dos recursos dos planos administrados pela Fundação no período de 2026 a 2030. Os documentos definem diretrizes, critérios e limites para os investimentos, sempre com foco em segurança, diversificação e resultados consistentes no longo prazo. As Políticas de Investimentos são revisadas anualmente, embora tenham horizonte de cinco anos, o que permite ajustes sempre que necessário, de acordo com mudanças no cenário econômico ou nas características dos planos.

Mais do que apontar onde e como investir, as Políticas de Investimentos refletem o processo de governança da Fundação, que reúne múltiplas instâncias de análise, decisão e controle, garantindo que cada escolha seja feita de forma técnica, responsável e alinhada aos interesses dos participantes. Clique aqui para acessar as PIs.

Governança e decisões compartilhadas

A elaboração e a aprovação das Políticas de Investimentos passam por um fluxo estruturado, que envolve análises técnicas, avaliações de risco e a participação de diferentes instâncias da governança da Funpresp, até a deliberação final pelo Conselho Deliberativo, órgão máximo da Fundação. Vale destacar que a Diretoria Executiva, o Conselho Deliberativo e os Comitês dos Planos são compostos necessariamente por servidores públicos e participantes dos planos.

Para entender melhor o processo de Investimentos da Fundação, clique aqui. Um ponto fundamental deste processo é que nenhum investimento é realizado fora do que está previsto nas Políticas de Investimentos. Todos os ativos e estratégias devem, obrigatoriamente, atender aos critérios de seleção, aos limites e às diretrizes estabelecidos nos documentos aprovados.

Segundo o diretor de Investimentos da Funpresp, Fabiano Soares dos Santos, esse cuidado é essencial para dar segurança aos participantes. “As Políticas de Investimentos funcionam como um verdadeiro guia para todas as nossas decisões. Nada é feito fora do que está previsto nelas. Isso garante previsibilidade, disciplina e alinhamento com os objetivos de longo prazo dos participantes”.

Segregação de funções: quem investe não é quem monitora o risco

Outro pilar central da gestão de investimentos da Funpresp é a segregação de funções. A área responsável pelos investimentos, a Diretoria de Investimentos (Dirin), não é a mesma que define limites e monitora os riscos. Essa função cabe à Coordenação de Riscos de Investimentos (Corin), vinculada diretamente à Presidência, que atua de forma independente, estabelecendo parâmetros, acompanhando continuamente os riscos e monitorando a estrutura de riscos dos gestores.

De acordo com a coordenadora da Corin, Elvira Mariane Schulz, o acompanhamento é permanente. “O monitoramento dos riscos é contínuo, sempre com base em critérios técnicos e nos limites previamente estabelecidos; isso permite identificar desvios, avaliar cenários e agir preventivamente”, explica.

Diversificação e resultados no longo prazo

As Políticas de Investimentos também reforçam a estratégia de diversificação da carteira, distribuindo os recursos entre diferentes classes de ativos, o que contribui para reduzir riscos e aumentar a resiliência dos investimentos ao longo do tempo.

Essa combinação de governança forte, segregação de funções, controle rigoroso de riscos e diversificação tem permitido à Funpresp alcançar resultados consistentes ao longo de sua trajetória, sempre com foco no longo prazo.

RENTABILIDADE ACUMULADA AO LONGO DOS ANOS X META
AnoRentabilidade FunprespMeta Funpresp (IPCA+4%a.a)
20136.89%8.31%
201419.09%19.86%
201533.45%37.95%
201656.29%52.49%
201773.19%63.27%
201891.17%76.16%
2019112.50%91.10%
2020132.78%107.72%
2021143.17%137.76%
2022161.13%161.58%
2023198.17%184.61%
2024206.89%210.29%
Nov/2025246.01%234.21%