Página Inicial / Fique por dentro / Notícias / 2020 / Julho / Funpresp inicia 2º semestre com rentabilidade positiva, mas cenários ainda inspiram cautela

Funpresp inicia 2º semestre com rentabilidade positiva, mas cenários ainda inspiram cautela

Brasília, 17 de julho de 2020

Facebook Twitter Google + LinkedIn WhatsApp

*Matéria atualizada em 21 de julho de 2020

A Funpresp iniciou o 2º semestre com rentabilidade consolidada do ano positiva de 2,06%, no acumulado até 20 de julho. O índice de referência para o período é de 2,62%. O desempenho considerando apenas os 20 primeiros dias do mês também foi positivo, em 2,13%, acima do índice de referência para o período (0,54%), seguindo o movimento de recuperação registrado nos três meses anteriores: abril, com 1,21%; maio, que registrou 0,98%; e junho, com 1,59%.

O desempenho dos primeiros 20 dias de julho reverteu o resultado negativo de 0,08% registrado no primeiro semestre deste ano, gerado pelas crises financeira e de saúde provocadas pelo novo coronavírus. Nos últimos 12 meses, até 20/07, o resultado consolidado da Funpresp apresentou alta de 6,12%, abaixo do registrado pelo índice de referência no período de 6,41%.

Mesmo com os números positivos, o presidente da Funpresp, Ricardo Pena, é cauteloso ao falar sobre o cenário e ainda mais ao comentar perspectivas para um futuro próximo. “Enquanto não houver vacina ou um coquetel de remédios eficaz contra a covid-19, apostamos num cenário de leve retomada num quadro de incerteza”, afirmou.

A respeito da gestão do patrimônio dos mais de 96 mil participantes da Funpresp, Pena ressalta que a diversificação do portfólio da Entidade é um movimento que preveniu perdas maiores e tem horizonte de ganhos no longo prazo, como devem ser os investimentos de um fundo de pensão, sobretudo aqueles que tem a maioria dos participantes jovens, como é o caso da Funpresp.

“O importante para nós é a consistência e a perspectiva de longo prazo. Isso é fundamental e é o que tem sido buscado em todas as decisões. Em março, aceleramos a diversificação com investimentos em ações e no exterior. Já estamos trabalhando com 12 fundos e entramos na Bolsa abaixo de 70 mil pontos. A renda variável tem sido o objetivo no atual momento. Investir no exterior é uma novidade e entramos procurando diversificação. Carteiras diversificadas trazem uma robustez maior ao fundo”, declarou.

Entenda a rentabilidade – A Funpresp sempre divulga a rentabilidade consolidada dos seus investimentos, ou seja, considerando o resultado das carteiras dos planos ExecPrev, LegisPrev e do Plano de Gestão Administrativa (PGA), como pode ser verificado na seção “Funpresp em Números”, no menu “Fique por Dentro”. Com a implementação dos Perfis de Investimentos, em janeiro de 2020, a Entidade passou a divulgar informações particularizadas sobre os quatro perfis de cada plano. Essas informações foram reunidas e são atualizadas mensalmente na seção especial “Conheça nossos investimentos”, que pode ser acessada no menu “Investimentos”. A rentabilidade apresentada por perfis não é personalizada, pois depende da data de repasse dos recursos dos patrocinadores para a Fundação. A evolução da rentabilidade das reservas também pode ser acompanhada pelas cotas diárias. 

Confira:

Cotas diárias do plano ExecPrev

Cotas diárias do plano LegisPrev

Perfis de Investimentos – Além da diversificação dos investimentos, o primeiro semestre também foi de novidades para os participantes da Funpresp, que passaram a ter maior protagonismo sobre o próprio futuro previdenciário com a implantação, em janeiro de 2020, dos Perfis de Investimentos. São quatro faixas de investimentos com diferentes percentuais de alocação em duas carteiras: Preservação e Performance.

A primeira busca obter um rendimento mais próximo ao índice de referência dos planos, que é a inflação medida pelo IPCA + 4% ao ano. A segunda tem o objetivo de obter desempenhos superiores. “No entanto, os percentuais dos perfis em cada carteira são dinâmicos e podem ser revistos, se for necessário fazer um novo balanceamento, de modo a conseguir a melhor rentabilidade”, garantiu Pena.

A Carteira Preservação é composta majoritariamente por títulos públicos federais atrelados à inflação, que têm apresentado resultado aquém do esperado nos últimos meses, e, por isso, vem afetando a rentabilidade desse tipo de ativo.

Por outro lado, a diversificação mencionada por Ricardo Pena foi um dos motivos para os resultados positivos da Carteira Performance e do consolidado da Funpresp nos últimos três meses. Isso porque o desempenho de ativos financeiros mais expostos a riscos de mercado foi superior aos papéis da dívida pública no segundo trimestre do ano.