*Matéria atualizada em 21 de julho de 2020

A Funpresp iniciou o 2º semestre com rentabilidade consolidada do ano positiva de 2,06%, no acumulado até 20 de julho. O índice de referência para o período é de 2,62%. O desempenho considerando apenas os 20 primeiros dias do mês também foi positivo, em 2,13%, acima do índice de referência para o período (0,54%), seguindo o movimento de recuperação registrado nos três meses anteriores: abril, com 1,21%; maio, que registrou 0,98%; e junho, com 1,59%.

O desempenho dos primeiros 20 dias de julho reverteu o resultado negativo de 0,08% registrado no primeiro semestre deste ano, gerado pelas crises financeira e de saúde provocadas pelo novo coronavírus. Nos últimos 12 meses, até 20/07, o resultado consolidado da Funpresp apresentou alta de 6,12%, abaixo do registrado pelo índice de referência no período de 6,41%.

Mesmo com os números positivos, o presidente da Funpresp, Ricardo Pena, é cauteloso ao falar sobre o cenário e ainda mais ao comentar perspectivas para um futuro próximo. “Enquanto não houver vacina ou um coquetel de remédios eficaz contra a covid-19, apostamos num cenário de leve retomada num quadro de incerteza”, afirmou.

A respeito da gestão do patrimônio dos mais de 96 mil participantes da Funpresp, Pena ressalta que a diversificação do portfólio da Entidade é um movimento que preveniu perdas maiores e tem horizonte de ganhos no longo prazo, como devem ser os investimentos de um fundo de pensão, sobretudo aqueles que tem a maioria dos participantes jovens, como é o caso da Funpresp.

“O importante para nós é a consistência e a perspectiva de longo prazo. Isso é fundamental e é o que tem sido buscado em todas as decisões. Em março, aceleramos a diversificação com investimentos em ações e no exterior. Já estamos trabalhando com 12 fundos e entramos na Bolsa abaixo de 70 mil pontos. A renda variável tem sido o objetivo no atual momento. Investir no exterior é uma novidade e entramos procurando diversificação. Carteiras diversificadas trazem uma robustez maior ao fundo”, declarou.

Entenda a rentabilidade – A Funpresp sempre divulga a rentabilidade consolidada dos seus investimentos, ou seja, considerando o resultado das carteiras dos planos ExecPrev, LegisPrev e do Plano de Gestão Administrativa (PGA), como pode ser verificado na seção “Funpresp em Números”, no menu “Fique por Dentro”. Com a implementação dos Perfis de Investimentos, em janeiro de 2020, a Entidade passou a divulgar informações particularizadas sobre os quatro perfis de cada plano. Essas informações foram reunidas e são atualizadas mensalmente na seção especial “Conheça nossos investimentos”, que pode ser acessada no menu “Investimentos”. A rentabilidade apresentada por perfis não é personalizada, pois depende da data de repasse dos recursos dos patrocinadores para a Fundação. A evolução da rentabilidade das reservas também pode ser acompanhada pelas cotas diárias. 

Confira:

Cotas diárias do plano ExecPrev

Cotas diárias do plano LegisPrev

Perfis de Investimentos – Além da diversificação dos investimentos, o primeiro semestre também foi de novidades para os participantes da Funpresp, que passaram a ter maior protagonismo sobre o próprio futuro previdenciário com a implantação, em janeiro de 2020, dos Perfis de Investimentos. São quatro faixas de investimentos com diferentes percentuais de alocação em duas carteiras: Preservação e Performance.

A primeira busca obter um rendimento mais próximo ao índice de referência dos planos, que é a inflação medida pelo IPCA + 4% ao ano. A segunda tem o objetivo de obter desempenhos superiores. “No entanto, os percentuais dos perfis em cada carteira são dinâmicos e podem ser revistos, se for necessário fazer um novo balanceamento, de modo a conseguir a melhor rentabilidade”, garantiu Pena.

A Carteira Preservação é composta majoritariamente por títulos públicos federais atrelados à inflação, que têm apresentado resultado aquém do esperado nos últimos meses, e, por isso, vem afetando a rentabilidade desse tipo de ativo.

Por outro lado, a diversificação mencionada por Ricardo Pena foi um dos motivos para os resultados positivos da Carteira Performance e do consolidado da Funpresp nos últimos três meses. Isso porque o desempenho de ativos financeiros mais expostos a riscos de mercado foi superior aos papéis da dívida pública no segundo trimestre do ano.