Especialistas debatem envelhecimento populacional no Brasil

Os desafios do envelhecimento da população mundial, com enfoque nas características da sociedade brasileira, foram debatidos em evento nesta segunda-feira (20 de agosto), durante o seminário “Demografia Econômica e Envelhecimento Populacional no Brasil: Desafios e perspectivas para políticas públicas”, realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA/ONU) em Brasília.

O seminário, uma parceria entre a Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e o UNFPA/ONU, contou com especialistas, acadêmicos, autoridades do governo brasileiro (ministérios da Fazenda, do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, da Educação e do Desenvolvimento Social) e representantes de entidades nacionais e internacionais, como a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), o Banco Mundial, o Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG), a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O diretor-presidente da Funpresp, Ricardo Pena, foi palestrante na sessão 4 sobre “Política Econômica, Capital e Ajuste Fiscal: perspectivas frente ao envelhecimento”. Segundo o presidente, “a estrutura etária da população brasileira está mostrando que os regimes previdenciários no Brasil já não comportam mais modelos de planos de benefício definido com financiamento por repartição simples, abrindo num segundo de período de bônus demográfico, importantes oportunidades para o sistema de capitalização com contas individuais de aposentadoria”.

Na ocasião, foram discutidas as perspectivas demográficas de envelhecimento, as políticas públicas para o tema, os prognósticos para o futuro da economia brasileira e os efeitos sobre a educação, mercado de trabalho, políticas de gênero e a previdência social e complementar. O debate também abordou a necessidade de reconhecer e potencializar os aspectos positivos, uma vez que o envelhecimento é fruto de avanços significativos em termos de planejamento familiar e de melhorias nas condições de vida da população.