Profissionais debatem papel coletivo na prevenção e no gerenciamento de riscos
Nesta quinta-feira (17/09), a Funpresp recebeu Luiz Lobo, especialista em gestão de riscos, governança e compliance, para uma palestra sobre “Gestão baseada em riscos”. A apresentação integrou a programação da 5ª edição do Mês da Integridade da Fundação.
Durante o encontro, o especialista abordou como diferentes áreas e profissionais podem contribuir para a identificação, a prevenção e o monitoramento dos riscos. Para explicar essa dinâmica, Lobo apresentou o “Modelo das Três Linhas”, referência utilizada na estruturação de responsabilidades relacionadas à gestão de riscos e controles.
No modelo, a 1ª linha, formada pelas áreas técnicas responsáveis pelos processos, atua diretamente na identificação e no gerenciamento dos riscos relacionados às suas atividades diárias. A 2ª linha, representada pelas áreas especializadas, assessora prestando orientação e suporte à primeira. Já a 3ª linha, composta pela auditoria interna, avalia de forma independente a efetividade dos processos de gestão de riscos e controles. Lobo também acrescentou uma 4ª linha, composta pela governança e pelos conselhos, que, segundo ele, integram uma perspectiva adicional de supervisão e direcionamento.
Mais do que definir responsabilidades, o palestrante destacou a importância da atuação integrada. As diferentes linhas, segundo Lobo, não devem ser vistas como estruturas burocráticas ou adversárias, mas sim como partes que se complementam em busca dos objetivos da instituição.
Entre os exemplos de riscos citados durante a palestra estiveram situações como conflitos de interesses em contratações, recebimento de presentes e hospitalidades e a necessidade de diligência sobre terceiros. Lobo enfatizou ainda que deve existir uma responsabilidade coletiva: todas as linhas devem compreender a organização e seus objetivos e processos, bem como deve haver definição de responsabilidades, indicadores e mecanismos de monitoramento contínuo.
Ao encerrar a apresentação, Lobo reforçou a relação entre governança, gestão de riscos e integridade, destacando que essas frentes devem atuar de forma coordenada para contribuir para o propósito central da organização: servir com excelência o participante.
Integridade no dia a dia
Fortalecer a cultura de integridade é um compromisso que envolve todos os profissionais da Fundação. Nesse contexto, ética, proteção de dados pessoais, segurança da informação e gestão baseada em riscos são temas que fazem parte da atuação cotidiana e contribuem para uma gestão cada vez mais segura, responsável e transparente.
Com essa proposta, o Mês da Integridade busca ampliar conhecimentos e promover o diálogo sobre temas que fazem parte da atuação da Fundação. A iniciativa reforça valores como transparência, integridade e cuidado com as pessoas, além de contribuir para o fortalecimento da governança e da gestão de riscos.
Veja também


