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Medida busca alinhar a estratégia de investimentos da Funpresp ao (longo) prazo dos planos, trazendo mais previsibilidade para os participantes

 A Diretoria Executiva da Funpresp apresentou ao Conselho Deliberativo (CD) no dia 28 de março um estudo técnico que propõe a adoção da chamada “marcação na curva” para contabilizar os resultados de determinados títulos públicos federais que fazem parte da carteira da instituição. Após análise, a proposta de reclassificação de títulos foi aprovada pelo CD e teve o início de sua implementação nesta sexta-feira  (11 de abril). A Fundação estima que, nos próximos meses, estará utilizando esta classificação contábil para a maior parte dos seus títulos públicos de longo prazo (mais de cinco anos).

A decisão segue a regulamentação aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) de dezembro de 2024, que devolveu às Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs) a possibilidade de registrar títulos públicos na categoria “mantidos até o vencimento”, ou seja, adotar a chamada “marcação na curva”, eliminando oscilações diárias de mercado dos resultados deste tipo de investimento, que constitui a maioria da carteira de investimentos da Funpresp. Isso possibilita que os participantes tenham uma melhor visão do que serão os resultados dos investimentos da Fundação no longo prazo.

O estudo técnico demonstra a capacidade financeira da Funpresp levar a vencimento os títulos que ela já tem ou que venha a adquirir no intervalo de um ano e, desta forma, permite dizer quais ativos serão marcados na curva e quais continuarão sendo marcados a mercado pela Fundação. Essa avaliação será atualizada periodicamente para garantir que a estratégia adotada continue sendo a mais adequada aos objetivos da instituição e às condições do mercado, sempre em busca da construção de uma poupança estável e confiável para os participantes.

Para o diretor-presidente da Funpresp, Cícero Dias, essa medida reforça o compromisso da Fundação com a estabilidade dos investimentos. “A marcação na curva é um avanço importante, pois há casos em que ela oferece previsibilidade e evita distorções de curto prazo na avaliação dos investimentos, garantindo uma gestão mais alinhada à natureza previdenciária dos planos”, destacou, acrescentando que a Fundação  seguirá atenta para adotar sempre as melhores práticas, com total transparência e responsabilidade.

De acordo com o diretor de Investimentos, Gilberto Stanzione, a decisão fortalece a estratégia da Funpresp. “A marcação na curva nos dá maior flexibilidade para gerenciar ativos de longo prazo, reduzindo os impactos da volatilidade de mercado e assegurando uma visão mais condizente com a natureza previdenciária dos investimentos. Nosso compromisso é manter uma gestão eficiente, sempre buscando as melhores estratégias para maximizar os retornos dentro de uma estrutura de riscos controlada.”

A reclassificação dos títulos atualmente em carteira, bem como a classificação das novas aquisições de títulos públicos federais na categoria “mantidos até o vencimento”, contribui para o fortalecimento do atual modelo de perfis de investimento da Fundação, de acordo com o diretor-presidente. “O Perfil 4, mais conservador, se aproxima cada vez mais de uma composição predominantemente formada por títulos públicos federais, atendendo à demanda de alguns participantes, e que de agora em diante estes ativos não mais estarão sujeitos à volatidade de preços no curto prazo. O Perfil 4 mantém ainda, de forma minoritária, ativos de crédito privado com criteriosa análise de risco, além de incluir os empréstimos consignados aos participantes, o que representa vantagem adicional. Nesse contexto, não se justificando a criação de um novo perfil exclusivo de títulos públicos, dadas as vantagens do consignado em carteira e a similitude com o Perfil 4 já existente”, explica Cícero Dias. Para saber mais sobre os Perfis de Investimentos da Fundação, clique aqui.  

Entenda a marcação na curva e a mercado

Desde 2020, os fundos de pensão estavam sujeitos à marcação a mercado, que reflete as oscilações diárias de preço dos títulos de renda fixa. Essa metodologia ajusta o valor dos ativos de acordo com as variações de mercado, o que pode gerar impactos significativos nos resultados de curto prazo, especialmente em períodos de alta volatilidade. Embora seja comum no mercado financeiro, ela pode não ser ideal para entidades de previdência, que focam em investimentos de longo prazo, a depender da maturidade e da necessidade de liquidez para o pagamento de benefícios dos planos previdenciários.

Com a volta da marcação na curva, aprovada pelo CNPC em dezembro de 2024, os títulos poderão ser registrados na categoria “mantidos até o vencimento” se a entidade demonstrar que o plano tem capacidade financeira para mantê-los até o vencimento e se o prazo de vencimento for igual ou superior a cinco anos. Isso elimina a volatilidade das flutuações diárias e oferece uma visão mais precisa e consistente da rentabilidade do fundo a longo prazo, permitindo que as EFPCs alinhem suas estratégias aos objetivos sem se preocupar com variações temporárias e conjunturais. Confira, abaixo, um vídeo sobre as diferenças entre a marcação na curva e a marcação a mercado.

A Fupresp divulga mensalmente o Radar de Investimentos e o Panorama, boletins que analisam cenários, dados e conjunturas econômicas e explicam o desempenho dos ativos e a rentabilidade da Fundação. O Radar pode ser acessado clicando aqui e o Panorama aqui.