Evento sobre educação financeira e previdenciária reuniu especialistas renomados e mais de 600 pessoas
“Demografia e previdência: tendências e desafios”. Esse foi o tema do 2º Painel do Seminário de Previdência Complementar do Servidor Público “Quem Planeja Realiza”. Idealizado em uma parceria entre Funpresp-Exe, Funpresp-Jud e DF-PreviCom, o evento reuniu especialistas renomados no mercado de investimentos e previdência e contou com a participação de quase 600 pessoas de forma presencial e online.
Com moderação da diretora de Seguridade da Funpresp-Exe, Regina Dias, o painel discutiu como as mudanças demográficas e a longevidade afetam a sociedade, a previdência e o mercado de trabalho. O convidado foi Cássio Turra, professor titular no Departamento de Demografia, Cedeplar, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e participante da Funpresp. O especialista destacou a importância de se discutir a dinâmica demográfica no contexto da previdência.
“Viver mais é um ganho para a sociedade. E, fundamentalmente, os sistemas de aposentadoria estão totalmente relacionados com as mudanças demográficas, porque a população está envelhecendo com o passar do tempo. Ou seja, o tempo de vida é uma variável demográfica. Então, discutir essa dinâmica é discutir parâmetros que são fundamentais para a sustentabilidade de qualquer sistema de previdência”, destacou Turra.
Um ponto argumentado durante a participação de Cássio no painel foi a redução das taxas de natalidade e o aumento de longevidade no Brasil. Para ele, a sociedade está em um contexto demográfico distinto do que existia 200 anos atrás. E, por isso, há um desafio muito grande para a sociedade como um todo e dos sistemas econômicos e previdenciários em se adaptarem a essa nova realidade.
“É possível se adaptar. E eles têm que ser sustentáveis. Caso contrário, tudo o que nós ganhamos pode se transformar, do ponto de vista de tempo de vida e de melhor qualidade de vida, em um custo muito maior do que os ganhos gerados pelas mudanças demográficas. É necessário discutir formas de manter esses sistemas saudáveis sob o olhar econômico-financeiro, mesmo com o aumento da longevidade e o envelhecimento da população”, contou.
Ele relatou ainda que a longevidade está intimamente relacionada à questão econômica e financeira. Reforçou também que o investimento em educação financeira melhora a capacidade das pessoas de investirem corretamente para o futuro e de estarem preparadas para eventos futuros, o que evita um endividamento em demasia.
“De fato, quando a gente alonga o prazo, o tempo, conhecer mais sobre os investimentos torna-se mais importante. As pessoas estão ficando mais tempo na escola, as pessoas estão demorando mais tempo para fazer a transição para a vida adulta, ficam por mais tempo no mercado de trabalho e, provavelmente, no futuro, vão ficar mais tempo aposentadas. Dessa forma, vão depender muito do equilíbrio dos sistemas de previdência”, contou.
Assista ao Painel 2 no vídeo a seguir:








