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Uma vez por ano, a Funpresp reúne seu comitê gestor para discutir cenários, análise de atividades e rever objetivos do planejamento estratégico. O encontro é um olhar para o futuro com o objetivo de entender os cenários que a Fundação está inserida, com foco em crescimento. Para isso, especialistas foram ouvidos pelo comitê sobre os cenários político e econômico: Creomar de Sousa, da Dharma Political Risk and Strategy, José Ronaldo de Castro Souza Júnior, diretor do IPEA, e o economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida.

O diretor-presidente da Funpresp, Ricardo Pena, destacou que, diante dos desafios que se apresentam para o próximo ano, é preciso encontrar oportunidades para o crescimento da Entidade. “A Fundação como gestora de portfólio de longo prazo precisa se preocupar em planejar os seus passos, suas ações e suas atividades. Para o ano que vem, o que nos preocupa, sobretudo, é o cenário da inflação, além das eleições e do panorama político, pontos a serem considerados”, destacou Pena.

No ambiente político, o cientista político Creomar de Souza avaliou o cenário brasileiro e apresentou perspectivas para 2022. Para o especialista, como no próximo ano teremos eleições, os Poderes Legislativo e Executivo podem viver um ambiente de incertezas.  

“Quando nós olhamos para as macrotendências eleitorais em 2022, nós acreditamos que o cenário econômico será decisivo. O ponto de reflexão pode nem ser a pandemia em si. E a repercussão em torno dos acertos e dos erros tende a perder peso diante da relevância da questão econômica”, ressaltou Sousa.

O economista José Ronaldo de Castro Souza Júnior destacou que, se o Brasil quiser uma política efetiva de combate à inflação, é preciso melhorar a gestão da política fiscal, as expectativas e o câmbio. Além disso, ele apresentou dados de crescimento e previsões globais para 2022, enfatizando como a pandemia afetou todos os países e como estes estão se comportando no processo de recuperação.

“Embora estejamos todos preocupados com o cenário interno, é muito importante olharmos também para o externo. A previsão dos dados internacionais é que o mundo tende a crescer. É um crescimento desacelerado, mas ainda assim bastante elevado”.

Na análise do cenário fiscal, o economista Mansueto Almeida apresentou um panorama dos últimos cinco anos no Brasil. Ele destacou temas como gasto público, custo previdenciário, dívida pública e reformas.

Segundo ele, setores como agricultura, petróleo e gás, infraestrutura já têm uma previsão de investimento que traz alguma segurança de crescimento ao Brasil, mas ainda há incerteza no segmento de serviços, dependendo da agenda de reformas. Mesmo assim, a projeção de Almeida é otimista.

“Nesse cenário de juros tão altos, a renda fica bem atrativa e a gente caminha para algumas incertezas. A gente está em um momento delicado e vai ter que esperar mais, para ver como vai ficar a sinalização de cumprimento de regras fiscais daqui para a frente”, observou.

O diretor de Administração da Funpresp, Cleiton dos Santos Araújo, resumiu as apresentações e reforçou a importância dos panoramas para a atualização do planejamento estratégico. “Tenho certeza que recebemos aqui uma dose de informações essenciais para ajudar no nosso trabalho de reorganização interna”.