Em abril, os Perfis de Investimentos apresentaram recuperação de seus desempenhos, mas no ano, pela rentabilidade das cotas por perfil, ainda estão no território negativo devido ao agravamento da crise econômica, financeira, social e sanitária causada pelo novo coronavírus.

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No plano ExecPrev, o Perfil 1 obteve alta de 1,81% em abril, melhor resultado do ano até agora. Em março, a carteira desse perfil havia registrado redução de 4,93%. O Perfil 2 teve rentabilidade positiva de 1,13% em abril, ante -4,11% em março. O Perfil 3 ficou positivo em 0,48% em abril, contra -3,21% no mês anterior. Por fim, o Perfil 4 registrou alta de 0,09% no 4º mês do ano, enquanto mostrou queda de 2,68% em março.

Já no plano LegisPrev, o resultado de abril do Perfil 1 foi positivo em 1,04%, ante queda de 5,48% registrada em março. O Perfil 2 também teve alta na rentabilidade, de 0,20% em abril contra queda de 4,66% em março. Apenas os perfis 3 e 4 do plano LegisPrev tiveram resultados negativos em abril, por conta da deflação do período: -0,64% e -1,07%, respectivamente. Ainda assim, o desempenho de ambos demonstra um arrefecimento dos efeitos da crise.

O diretor de Investimentos da Funpresp, Tiago Dahdah, destaca que a diferença no desempenho entre os perfis de um mesmo plano ocorre devido às diferentes exposições de cada um dos perfis às carteiras Preservação e Performance associada à deflação registrada no mês. Além de pequenas diferenças de exposição às carteiras Preservação e Performance, contribui para a diferença de resultados o fato das liquidações de contribuições previdenciárias do plano LegisPrev ocorrerem no final do mês, enquanto as do plano ExecPrev ocorrem no início do mês. “Essa diferença nas datas do depósito dos salários dos servidores pode acarretar também em diferença na rentabilidade e performance entre os mesmos perfis dos dois planos de benefícios administrados pela Funpresp”, explica.

“A Carteira Preservação busca resultados mais próximos ao índice de referência dos planos, enquanto a Performance visa obter ganho acima da Carteira Preservação e, portanto, possui maior exposição a riscos de mercado. Os Perfis 3 e 4 têm, na sua composição, maior percentual da Carteira Preservação, composta majoritariamente por títulos públicos federais atrelados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No mês de abril, este índice teve retorno negativo, afetando a rentabilidade desses títulos. O resultado do IPCA reflete a fraca demanda por causa da pandemia”, destacou.

A carteira de investimentos da Fundação é conservadora com estratégia de preservação de valor, com mais de 90% alocada em títulos públicos federais, de modo que a tendência é de recuperação desses investimentos no tempo. O resultado consolidado da Fundação em abril/2020 comprova esse movimento: o desempenho foi positivo em 1,21%, enquanto maio teve alta de 0,98%, superando inclusive o índice de referência (IPCA + 4% a.a.) para o mês, negativo em 0,12%.

Rentabilidade consolidada e por perfil – Apesar de já ter divulgado a rentabilidade consolidada do mês de maio/2020, os resultados por perfis mais recentes são de abril/2020. Essa defasagem ocorre em virtude dos prazos para processamento dos dados de arrecadação, cadastro, controle de investimentos e contabilização. Os prazos e procedimentos previstos pela Instrução Previc nº 10, de 27 de setembro de 2017, e pela Resolução CNPC nº 32, de 4 de dezembro de 2019, são seguidos pela Funpresp. Além disso, a Instrução CVM nº 555, de 17 de dezembro de 2014 prevê o período de até 90 dias para divulgação da composição de carteiras de fundos de investimentos nos quais a Fundação tem recursos alocados.