No 2º bate-papo com influenciadores digitais realizado pela Funpresp, na quarta-feira (12/02), especialistas concordaram: não existe idade para começar a poupar para a aposentadoria. No entanto, todos foram unânimes ao destacar que, quanto antes a formação da poupança começar, melhor. O bate-papo sobre educação financeira e previdenciária contou com a presença do diretor-presidente da Funpresp, Ricardo Pena, e das influenciadoras digitais especialistas em finanças Patrícia Lage, Maiara Xavier e Júlia Mendonça. O debate teve a mediação do jornalista Vicente Nunes, veterano na cobertura da área financeira.

“A mensagem que a Funpresp deseja passar para o servidor é que a previdência dele começa hoje, não daqui a 30 anos”, afirmou Ricardo Pena. “A contribuição mensal que sai do salário do servidor e que ele confia à Funpresp, que é especialista em administrar esses recursos, é fruto do esforço e da disciplina dele. A educação previdenciária passa por isso: com o modelo de capitalização, a responsabilidade por acompanhar a própria aposentadoria passa a ser do servidor. Na Funpresp, o servidor é o protagonista da sua própria previdência”, disse.

Para as especialistas, a Reforma da Previdência trouxe à tona o fato de que, cada vez mais, é preciso que cada trabalhador planeje a própria aposentadoria. “Depender do INSS (ou do RPPS) não é o ideal. Não tem como, é impossível. Cada um de nós precisa planejar o próprio futuro”, alertou Júlia Mendonça.

Para Patrícia Lage, além de começar o quanto antes, é preciso saber a quem confiar a gestão da poupança previdenciária. “Se a gente fala de previdência, é preciso escolher o especialista nesse assunto. Não adianta investir em outro lugar porque o vizinho, amigo ou familiar indicou”, destacou.

Maiara Xavier alertou também que a criação de uma poupança previdenciária passa pela mudança de comportamento. “A ideia que se tem muitas vezes é de que a contribuição para a previdência é um gasto. É preciso entender que é uma troca de algo hoje por algo no futuro. Temos que aproveitar o momento, mas nunca abrir mão da tranquilidade na aposentadoria. Sou eu hoje cuidando do eu do futuro”, lembrou.

Perfis de Investimentos – Dentro do tema educação financeira e previdenciária, Ricardo Pena destacou a implementação dos Perfis de Investimentos na Funpresp. Pelo modelo, o participante é alocado em um perfil de acordo com a idade, mas pode trocar após realizar um teste. “Idas e vindas nos tipos de investimentos prejudicam a formação de poupança no longo prazo”, alerta Pena. “O nosso modelo se ajusta ao perfil heterogêneo do nosso público, de várias carreiras, como professores, policiais, diplomatas, auditores, médicos, analistas financeiros e muitas outras. Estágios de vida diferentes com diferentes tipos de alocações. Nosso modelo permite à pessoa enxergar isso”, destacou.

As especialistas em finanças elogiaram a proposta da Entidade de oferecer as opções de investimentos, com a responsabilidade de orientar seus participantes a respeito das consequências inerentes às escolhas.

“A orientação é importante, é preciso mostrar as características de cada tipo de investimento para os participantes.”, afirmou Júlia Mendonça. “Frequentemente, a pessoa não sabe o que quer e deseja respostas prontas. Ensinar o participante a pensar para ele decidir como escolher é o caminho da educação financeira”, destacou a jornalista Patrícia Lage. Por fim, Maiara Xavier elogiou o modelo adotado pela Funpresp. “É bem simples. As opções são claras, existe uma coerência que dá liberdade de escolha, com suporte da Entidade, o que é muito interessante”, disse.

Confira o bate-papo na íntegra: