Baseada na diversificação das carteiras e, ao mesmo tempo, com uma gestão focada na prudência, a Funpresp tem se pautado por uma estratégia financeira com respaldo na manutenção do planejamento previdenciário estipulado pela política de investimentos de 2020 a 2024, com o objetivo de evitar perdas significativas nesse período de fortes oscilações no mercado de capitais, desencadeadas pela Covid-19. Atenta aos movimentos do mercado, a Entidade tem atuado diariamente para garantir os melhores resultados possíveis diante do cenário provocado pela pandemia do novo coronavírus.

Como a Funpresp agiu nesse período?

Aproveitando a queda no preço dos ativos financeiros, ainda no início do ano, a Fundação reduziu a exposição em renda fixa de curtíssimo prazo (investimento de baixo risco e alta liquidez) para aumentar a exposição em títulos públicos federais de longo prazo (NTN-B 2045/2055). Na prática, a medida manteve a concentração dos investimentos da Entidade em 93% de títulos públicos federais, apenas diversificando os papéis, prazos e taxas. Além disso, a Funpresp adquiriu cotas de fundos de investimento no exterior e cotas de fundos de investimentos em ações (com Ibovespa abaixo de 70 mil pontos). A exposição em ativos no exterior contribui para a redução do risco da carteira de investimentos.

O momento atual é inédito em todos os aspectos e inspira cautela, característica que sempre pautou as ações da Funpresp. Essa crise tem dimensões mundiais e está atingindo empresas, fundações e organizações de todos os tamanhos e ramos de atividade. Os dirigentes da Fundação estão atentos e atuantes no sentido de buscar a melhor rentabilidade para os planos administrados pela Funpresp. Quando a pandemia acabar e a atividade mundial for lentamente sendo retomada, como já está acontecendo em países onde a doença chegou primeiro, sairemos dessa juntos e ainda mais fortalecidos.

Como estão os números da Entidade?

A queda acentuada na maioria dos preços dos ativos financeiros teve início do final de fevereiro, intensificando-se em março. No mês passado, o índice Bovespa teve queda de 29,90%, enquanto os títulos públicos federais de longo prazo desvalorizaram 11% no mesmo mês. Para os planos tipo PGBL, a queda foi de 41%, em média. Para os fundos de pensão com perfis de investimentos, a redução foi de 14%.

Enquanto isso, nos dados preliminares disponíveis até 25 de março, a carteira consolidada de investimentos da Funpresp teve resultado negativo de 4,31% no mês e -3,80% no ano, mas registrou alta de 3,93% nos últimos 12 meses; a Carteira Preservação (com menor exposição ao risco de mercado) registrou baixa de 2,18% e a Performance (maior exposição ao risco de mercado) caiu 9,72%.

Em relação aos Perfis de Investimentos, que entraram em operação em 1º de janeiro deste ano, cabe ressaltar que três deles têm percentuais distintos nas duas carteiras – Preservação e Performance –, sendo que apenas o Perfil 4 tem alocação apenas na Carteira Preservação. É possível constatar, na tabela 1 a seguir, que as perdas ocorreram, pontualmente, nos Perfis de Investimentos 1 e 2, principalmente no mês de fevereiro. Esses perfis possuem maior alocação na Carteira Performance (maior exposição ao risco de mercado). Mesmo assim, nos dois planos, apenas o Perfil 1 teve rentabilidade abaixo do índice de referência.

No entanto, vale ressaltar que perdas momentâneas causadas por oscilações do mercado financeiro de curto prazo não podem ofuscar a projeção de ganhos no longo prazo, que é o objetivo principal dos investimentos realizados pela Funpresp. Resultados mensais negativos já foram vistos anteriormente, por exemplo, em agosto de 2015, quando os investimentos da Funpresp tiveram um retorno negativo por três meses de 0,58%, em consequência de fatores econômicos e políticos externos e internos da conjuntura daquela época. Esse resultado foi revertido nos meses seguintes e a rentabilidade no ano de 2015 foi de 12,06%.

Consistência na Performance – Ao longo da sua história, a Funpresp tem demonstrado constância no desempenho dos seus investimentos, sempre superando o índice de referência, que é o indicador de rentabilidade a ser perseguido. Desde o seu início, em 2013, até o dia 25 de março deste ano (dados mais recentes), o desempenho da carteira consolidada de investimentos da Funpresp alcançou 104,43%, enquanto o índice de referência para o período foi de 93,74%. Em sete anos de funcionamento, somente em dois anos não foi alcançado o índice de referência: 2013 e 2015, mas o resultado em outros anos mais que compensou o baixo desempenho desses exercícios.

Planejamento – As aplicações dos recursos dos participantes da Funpresp seguem rigorosas determinações, previstas nas Políticas de Investimentos (uma para cada plano administrado pela Entidade), que contêm planejamento para cinco anos. Esses planos são revistos anualmente e estão publicados no site da Fundação (acesse as políticas para os planos ExecPrev e LegisPrev). Nesse quesito, a Funpresp também obedece à Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 4.661, de 25 de maio de 2018, que elenca os segmentos que podem receber investimentos.

Cotas – No início do ano, os participantes foram alocados num dos quatro Perfis de Investimentos dentro do plano de benefícios correspondente, ExecPrev ou LegisPrev. No dia 1º de janeiro de 2020, a alocação ocorreu de acordo com a faixa etária do servidor e, neste momento, todos puderam observar que houve compra e venda de cotas do plano.

De 1º de janeiro a 29 de fevereiro de 2020, tivemos o envolvimento de 25% do total dos participantes com o Perfis de Investimentos da Funpresp por meio do site, das campanhas e pelo aplicativo. Somente 7,5% efetivamente fizeram a opção por um perfil. Desses, 57% escolheram o Perfil 1.

Para quem optou por outro perfil diferente da faixa etária, a data utilizada como parâmetro para a compra e venda de cotas foi o dia último útil do mês de fevereiro (29/02/2020), portanto, antes da piora do cenário financeiro mundial e sem prejuízo para o valor das cotas. Conforme prevê Manual Técnico de Perfis de Investimentos, a Entidade tem até 30 de abril para operacionalizar a mudança de perfil e, assim, disponibilizá-la no extrato do participante.